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    Negócio com propósito: você sabe aonde quer chegar?

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    Sabemos que empreender no Brasil não é tarefa fácil. Fatores para desmotivar um empreendedor não faltam: excesso de burocracia, elevada taxa de impostos, falta de cultura do empreendedorismo e por aí vai. Mas, feliz é aquele que foca no objetivo e consegue vencer essas adversidades. O assunto fica melhor quando falamos sobre negócios com propósito.

    A esse respeito, entendem-se “negócios com propósito” como aqueles que têm por finalidade gerar impacto positivo e contribuir para a sociedade. Embora esse modelo de negócio seja mais comum nos Estados Unidos, Europa, Ásia e na América Latina, essa transformação de consciência tem sido aderida por muitos empresários.

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    Quando Pedro Castro, CEO da SnowGo criou a sua primeira empresa, a Gelo Delivery, em 2014, sabia do potencial de negócio que estava criando, pois via nele um propósito. “Mais do que o sonho de empreender, eu queria que o meu negócio fosse útil e impactasse a vida das pessoas de alguma forma, e passados esses oito anos eu sou feliz com o que construí, pois minha empresa, além de entregar produtos de qualidade, preza por remunerar bem os entregadores, que são parte importante do meu negócio. Por isso, somos a empresa que melhor remunera os profissionais do mercado delivery”, conclui Pedro, mostrando com isso alguns dos pilares que fazem parte dos negócios com propósito.

    Mudar suas práticas para aliar lucro e propósito é à base desse modelo de negócio que se expressa em três diferentes níveis:

    1. Produto honesto – é o que é;
    2. Como é feito um produto importa – muito;
    3. Como o ganho é compartilhado importa.

    Esses níveis mostram que um negócio com propósito deve trazer benefícios intrínsecos e ser autêntico. Além disso, é indispensável que o processo produtivo (no caso de produtos) tenha premissas socioambientais ou até mesmo sustentáveis. E, em se tratando dos ganhos, é importante que haja compartilhamento de alguma forma com os envolvidos, sejam eles fornecedores, clientes, funcionários. Isso se dá através de uma postura empreendedora que reforça o “ganhar dinheiro” como consequência.

    Portanto, quando falamos em negócios com propósito, isso quer dizer basicamente qual a contribuição que determinada empresa está gerando para o mundo. No caso da empresária Isa Quartarolli, seu propósito sempre esteve vinculado a comunicar e ajudar as pessoas a despertarem o seu propósito.

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    “Eu descobri o meu propósito em 2017, quando realizei uma palestra e um workshop sobre como descobrir o seu propósito. O público era pequeno, mas foi ali que entendi que gostava de me comunicar e ajudar as pessoas. Nunca pensei que iria trabalhar com mulheres. Tudo isso foi consequência de uma inquietação e incômodo de ver que a maioria dos cargos de liderança são ocupados por homens. Com isso, resolvi fazer alguma coisa pra mudar o mundo e ajudar outras mulheres a ocuparem seus espaços”, explica a CEO da Women Leadership, startup de educação que incentiva a liderança feminina na nova economia, Isa Quartarolli.

    O processo é incerto, difícil e nos expõe a todo momento a provações, mas transformar uma paixão em um negócio de sucesso é possível, contudo, para que isso aconteça o empreendedor precisa estar disposto e ter coragem.

    “Quando você consegue entender que o seu negócio precisa ser movido por paixão e dedicação, e que essa sua paixão não pode te ‘hipnotizar’ a ponto de não te fazer enxergar as falhas no processo, aí você entendeu tudo. Buscar o equilíbrio entre não pecar pela falta nem pelo excesso. Além disso, o trabalho dos nossos seus sonhos deve nos mover e nos ajudar a enfrentar todos os desafios, não te paralisar ou cegar”, reflete a CEO do Freshmania, Einat Eisler Carasso.

    A metáfora do “trocar o pneu no carro com ele em movimento” é o que deve mover um negócio de sucesso, conforme conclui Isa. “No meio do caminho vai ser necessário trocar a roda com ele em movimento e sempre fazer pequenos ajustes, porque sempre vai ter algo para melhorar, mas se você ficar só no planejamento e não jogar a sua ideia no mundo, infelizmente você nunca vai saber se sua paixão vai acabar sendo um bom negócio ou não”.

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