Lançado na terça-feira, 13, a aposta da empresa fundada por Steve Jobs dividiu opiniões devido à ausência de acessórios

Em um dos eventos de tecnologia mais aguardados do ano, a Apple apresentou o tão aguardado iPhone 12. A mais nova linha de smartphones da marca conta com quatro variações: iPhone 12 mini, iPhone 12, iPhone 12 Pro e iPhone 12 Pro Max, todos equipados com suporte para outra inovação bastante aguardada, a conexão 5G. Porém, além da nova interface do aparelho, uma novidade — que já havia sido especulada meses antes — se confirmou: fone e carregador não irão mais acompanhar o aparelho.

O motivo da decisão é uma política da empresa que visa a redução de emissões de poluentes, a fim de preservar o meio ambiente. Agora, na caixa, apenas o cabo USB-C para Lightning estará presente. Na internet, a iniciativa dividiu a opinião dos internautas, que não se convenceram com a justificativa. “A Apple não vai mais mandar o carregador na caixa do iPhone para reduzir a emissão de carbono. A pessoa vai ter que comprar separado… para chegar em outra caixa. Steve Jobs se revirando no túmulo agora mesmo”, escreveu um internauta.

Até mesmo a Xiaomi, uma das concorrentes mais fortes da maçã, não perdeu tempo e alfinetou a gigante da tecnologia. “#RedmiNote9Pro. Carregador rápido de 33w incluso. Na caixa”, escreveu a conta da empresa no Twitter. “Se eu fosse a Xiaomi colocava 2 carregadores na caixa agora”, respondeu um internauta. “A gente só não coloca dois pois vocês mal precisam usar um, né?”, devolveu a empresa, em uma clara menção aos iPhones, que tem fama de ter bateria pouco resistente.

Mas será que essa nova política irá respingar em outras fabricantes de celulares? Segundo o especialista em mídias sociais e tecnologia Bruno Maciel, além de uma motivação ambiental, a decisão pode ter relação com o controle de custos. “Essa nova geração de smartphones já se prepara para a chegada do 5G, inovação que aumenta o custo de produção do aparelho. A retirada dos acessórios pode ser uma estratégia para não repassar o valor para o consumidor final. Desta forma, os clientes passam a ser obrigados a comprar esses objetos à parte”, analisa.

Seguindo esse raciocínio, outras gigantes do ramo também podem sim começar a lançar aparelhos sem os acessórios inclusos como uma estratégia financeira. Prova disso é que recentemente, rumores apontaram que a Samsung poderia seguir a mesma política. Com isso, os gastos com envio e produção seriam reduzidos. Assim como a empresa poderia baixar o valor dos modelos de entrada tais quais as linhas Galaxy A e Galaxy M.

“O fato de muitas pessoas já possuírem carregadores compatíveis em casa também pode ser uma explicação, visto que no Android a entrada de energia é universal e nos usuários de iPhone, há uma forte tendência à troca do aparelho à cada lançamento. Assim, a quantidade de lixo eletrônico poderia vir a ser menor”, aponta o especialista.

Outro ponto levantado por Bruno Maciel é quanto a como esse aparelho seria vendido no Brasil, já que o cliente teria que levar dois produtos e a legislação brasileira não permite a venda casada. “Essa falta de acessórios terá que ser muito bem especificada ao cliente na hora da compra, de forma que ele tenha clareza ao que vem no kit e evite possíveis frustrações”, analisa.

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