Mesmo com unidades fechadas, EyeLash, Mais Top Estética e Nails2You seguiram faturando durante a pandemia

 

Considerado não essencial, o setor de beleza e estética foi um dos primeiros a serem atingidos pela pandemia de Covid-19 no país. Com clínicas e salões fechados em grande parte das cidades, o segmento como um todo viu-se imerso em uma grande crise. Mas, mesmo diante do cenário negativo, algumas empresas conseguiram manter ou até ampliar os níveis de faturamento desde o começo da pandemia, que chegou ao país em março.

A Mais Top Estética foi um ponto positivo totalmente fora da curva experimentada pelo segmento. Desde o começo da pandemia, a rede vendeu 41 novas unidades franqueadas. Além disso, 86% das mais de 40 clínicas em operação registraram lucro durante o período de fechamento.

Um dos fundadores da Mais Top, Caio Rodrigues, enumera as ações que levaram a rede a praticamente ignorar a crise. “Em 2019, dois anos antes do coronavírus, vimos um estudo que indicava que, até 2021, quem não vendesse online desapareceria”, revela. “Imediatamente, corremos atrás de ferramentas para viabilizar a venda digital de produtos e serviços. Então, quando surgiu a Covid, já vínhamos com 30% a 40% de vendas digitais.”

Uma das inovações da empresa durante a quarentena forçada foi a criação de um pacote de sessões de tratamento estéticas. Assim como os assinantes de TV por streaming pagam um preço fixo para acessar os conteúdos durante todo o mês, com um valor de R$ 290 mensais os clientes da Mais Top têm direito a realizar até três tratamentos ao mesmo tempo nas unidades da rede. “Cerca 95% do faturamento veio dessa ideia de Netflix da beleza”, explica Rodrigues. “Os tratamentos duram no mínimo três meses. Uma depilação masculina completa precisa de pelo menos 10 sessões. Ou seja, são pelo menos seis meses de tratamento. Queremos que isso seja o coração do negócio.”

Para impulsionar as vendas, a franqueadora estabeleceu preços promocionais bastante atrativos e exclusivos para as compras online. Pela internet, os clientes puderam comprar sessões de tratamento estético – que só serão realizadas após a volta à normalidade – com até 40% de desconto. Atualmente, faturamento da rede vem de serviços – os produtos respondem pelos outros 5%.

“A gente conseguiu vender mesmo sem poder entregar naquele momento. Mas o consumidor entendeu que era uma oportunidade única de pagar menos pelos serviços”, explica Rodrigues. “Isso nos garantiu uma receita recorrente durante a crise e, por consequência, uma previsibilidade financeira.”

Venda de produtos e canal para apoio psicológico

Outra marca que seguiu faturando mesmo diante do período de isolamento foi a Nails2You, rede especializada em estética de unhas, que registrou um aumento de 40% nas vendas de pacotes de serviços. “Começamos a vender combos com os serviços preferidos das clientes com preços atrativos e que elas pudessem usar assim que retornarmos”, a franqueadora da Nails2You. “As clientes compram desde março e podem utilizar assim que voltarmos a funcionar”, explica Renatta Mendonça.

Segundo ela, devido à impossibilidade de irem até as clínicas, as próprias clientes estão fazendo as unhas em casa. Como resultado, houve um aumento de +de 50% nas vendas de produtos. “O removedor de cutículas foi o carro-chefe, inclusive zerou nosso estoque. Nunca vendemos tanto como na pandemia”, diz Renata.

Para manter a empresa em atividade em meio à crise, a Nails2You criou canais visando estreitar os laços com as clientes, oferecendo apoio em meio à pandemia. “Se estavam se sentindo deprimidas poderiam nos procurar e desabafar, e muitas fizeram isso”, conta Renata. “Criamos um canal onde, se a cliente estivesse sendo agredida, ela poderia pedir ajuda”.

Ainda segundo ela, a rede investiu fortemente em treinamentos para poder voltar com mais força na retomada da economia. “Investimos em uma nova linha de produtos para termos novidades. Não paramos em nenhum momento. Renovamos nosso espaço, treinamos nossa equipe e, sobretudo, tivemos o apoio dos nossos franqueados. Está sendo um momento de evolução, aprendizado e de um retorno que será incrível”.

Como resultado, a rede já tem todas as agendas com mais de 150 atendimentos pré-agendados para a primeira semana de atendimento. “Enquanto os governadores não liberam o comércio, nós continuamos a alimentar nas clientes a vontade de voltar e, assim, vamos trabalhando as agendas de cada unidade”, revela Renata. “Temos unidades que já não tem vagas para o primeiro mês de atendimento”.

Já a empresa Eyelash fio a fio, franquia de alongamento de cílios, observou um aumento na procura de seus serviços devido a obrigatoriedade do uso de máscaras. “As mulheres buscam evidenciar a sua beleza com o olhar, e como a máscara cobre praticamente todo o rosto, os olhos são uma forma de expressarem a sua vaidade”, comenta Lissa Okamura, CEO da empresa. A Eyelash prevê encerrar o ano de 2020 com um faturamento de R$ 870.000 e com um total de 27 unidades.

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