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    Grupos de Investidores-anjo se engajam em plataformas de investimentos em startups e impulsionam aportes

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    O mercado de investimentos em startups brasileiras chegou à marca de US$9,4bi em 2021. Paralelo a isso, os investimentos coletivos em startups via plataformas de oferta pública também bateu recorde ao registrar um crescimento de 224,29%, passando de R$38.358.850,98 levantados em 2020 para R$124.397.565,88 captados em 2021, conforme apontou o Relatório de Evolução nos Investimentos em Startups via Plataformas 2020/2021, elaborado pela CapTableE os investimentos-anjo passaram a chamar a atenção neste cenário.

    De acordo com dados da Crunchbase, os investimentos anjo e semente trouxeram cerca de US$900mi para as startups em estágio inicial na América Latina. Já as rodadas série A e B angariaram cerca de US$5,5 bi. O Brasil foi o país mais atrativo da região, seguido por México, Colômbia, Chile e Argentina.

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    Entre os grupos de investimentos-anjo no Brasil, segundo a Crunchbase, se destacam a Bossa Nova Investimentos, Anjos do Brasil e BR Anjos. Juntas elas somam mais de 50 rodadas.

    Coinvestimento anjo na CapTable

    Além das rodadas próprias, os grupos de investidores-anjo também estão investindo cada vez mais em rodadas abertas em plataformas de ofertas públicas, como a CapTable. Esse movimento acontece devido a alguns aspectos como, por exemplo, todo o trabalho de seleção de startups ser realizado pela plataforma. Com isso, não há custos legais como elaboração de contratos, o que significa menos gastos para os grupos de anjos.

    Somente em 2021, a CapTable, maior hub de investimentos em startups do Brasil, que já soma mais de R$67 milhões captados para 44 startups em 46 rodadas, contou com coinvestimento de grupos anjos em cinco rodadas.

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    A startup Play2Sell, que captou R$1,94mi em fevereiro de 2021, teve a Poli Angels como co-investidor. Já a cleantech Trashin, que em maio do ano passado levantou R$1mi em apenas quatro horas, contou com o grupo de investidores-anjo EA Angels como coinvestidor.

    Nas rodadas realizadas via CapTable, a startup Juros Baixos, que captou R$3 milhões em setembro do ano passado, teve aporte da Urca Angels. Três meses depois, a e-comprei, que levantou R$1,15mi  com participação da Poli Angels em sua rodada.

    A última captação realizada na CapTable a contar com coinvestimento de um grupo anjo foi a da Beeva Brazil. A foodtech, que une tecnologia com ESG para o desenvolvimento da caatinga brasileira por meio da apicultura, levantou mais de R$4,5mi e contou com co-investimento do Grupo CT Angels. Este grupo tem uma trajetória curiosa, pois surgiu por meio do Startup Investor Program, curso promovido pela CapTable em agosto de 2021 e que visa, com educação, criar mais valor dentro do ecossistema de startups. O valor aportado girou em torno de R$500 mil.

    “A plataforma de oferta pública é uma ferramenta. Já o investimento-anjo e o fundo de venture capital são tipos de investidores. Na plataforma de oferta pública, a maioria dos investidores que investem são pessoas físicas. Mas também podem ter grupos de investidores-anjo e fundo de venture capital usando a plataforma como uma maneira de investir, como tivemos em diversas rodadas realizadas em 2021. É como se a  plataforma funcionasse como uma bolsa de valores”, explica Guilherme Enck, cofundador da CapTable.

    Enck detalha que grupos de investidores-anjo, fundos de venture capital e plataformas de ofertas públicas podem coexistir. E que as captações podem ocorrer não somente por meio das rodadas públicas, mas também das chamadas “captações fechadas”. Com isso, pode-se aproveitar os benefícios oferecidos por essas ferramentas e fomentar todo o mercado de investimentos em startups.

    “Os fundos têm uma tese específica. Eles costumam captar com os seus investidores para aportar em 10 ou 15 empresas, no máximo. E nos grupos de investimento-anjo, a tese é um pouco mais livre. O investidor-anjo decide qual é a sua tese. Até por isso, já é possível observar uma tendência em todo o mercado de investimentos em startups via plataformas que neste ano teremos um novo crescimento de participação de grupos anjos nas rodadas abertas pelas plataformas”, detalha Enck.

    Para o CEO da Poli Angels, Rubens Approbato, as plataformas de ofertas públicas dão às startups mais uma opção para levantamento de recursos. Em contrapartida, proporcionam aos investidores a oportunidade de participar de alguns projetos com aportes relativamente baixos.

    “Os associados Poli Angels estão atentos a todos bons projetos, com ótimas equipes e avaliação justa. Não à toa, em 2021, o grupo realizou dois coinvestimentos via CapTable. Ao avaliarmos os projetos, os investidores gostaram das propostas, concordaram com a avaliação e entenderam que no caso delas a estratégia de usar a plataforma fazia sentido. Assim, atuaram como âncora, garantindo uma boa parte do investimento total”, finaliza Approbato.

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