Liquidez alta pode favorecer investimento produtivo nos EUA

Com a recusa de novos depósitos por parte dos bancos, pessoas podem direcionar o dinheiro para investimentos

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Por conta da injeção de mais de US$ 1 trilhão em 2020 e mais US$ 1,9 trilhão em 2021 pelo governo americano para fazer frente à crise econômica gerada pela pandemia de covid-19, o país está vivendo um fenômeno raro: alta liquidez que está levando os grandes bancos a recusarem novos depósitos em moeda.

Segundo Nathan Stovall, analista da consultoria S&P Global, devido às incertezas que a pandemia ainda causa na população, as pessoas “estão literalmente estocando dólares nos bancos”.

Entretanto, na visão de Nilo José Mingrone, cofundador do ATM Club, empresa especializada no desenvolvimento e gerenciamento de máquinas de rede de caixas eletrônicos nos Estados Unidos, como o Federal Reserve, o Banco Central americano, zerou a taxa de juros, os bancos não conseguem remunerar o dinheiro depositado pelos clientes por conta desse excesso de liquidez e, consequentemente, recusam novos depósitos.

Por outro lado, o empresário acredita que, diante deste cenário, esse dinheiro deve ser direcionado para investimentos. “Há alternativas de investimento fora do Brasil, levando em consideração não só o retorno dos ativos, mas também a valorização das moedas”, destaca.

Uma alternativa que pode ser interessante para o investidor que procura negócios seguros, e que apresenta um bom retorno e ainda contribui para a circulação de moeda nos Estados Unidos, que são os caixas eletrônicos.

Criado com o objetivo de ajudar empresários e investidores de outros países a terem seus próprios negócios nos Estados Unidos, com segurança e sem burocracia, em um setor com grande potencial de crescimento, no ATM Club o investidor se torna o proprietário de uma rede de caixas eletrônicos, recebendo comissões a cada retirada.

Segundo Francisco Moura Junior, cofundador da empresa, os caixas eletrônicos estão presentes nas ruas, em lojas, mercados, shoppings, em passarelas e em estações de metrô. “Apesar do avanço progressivo dos sistemas de pagamento em todo o mundo, e todas as inúmeras facilidades que isso envolve, o bom e velho terminal de autoatendimento não vai sumir tão cedo”, garante.

Para o empresário, os terminais são ótimas opções para aqueles que não gostam de viajar com muitos dólares ou então para quem comprou muito e ficou sem dinheiro.

Diante de uma carteira de mais de 40 investidores que a ATM possui, somado aos cinco anos de experiência de gestão das máquinas, é possível apontar que os números chegam a aproximadamente 8% no primeiro ano, 10% no segundo, mas é preciso levar em consideração a quantidade de volume de transação, sendo que cada investidor é dono do seu próprio negócio. Entretanto, diante deste cenário somado aos anos de vivência neste mercado,  é possível alcançar esses índices.

Presente em cidades como Orlando, Miami, Nova Iorque, Nova Jersey e São Francisco, o ATM Club tem uma rede hoje de aproximadamente 500 pontos de atendimento e o investidor pode formar uma rede própria, de acordo com o aporte inicial. Francisco recomenda um investimento inicial de US$ 50 mil, o que equivale a cinco ATMs. “O valor mínimo é de US$ 10 mil, sendo US$ 7,5 mil do ATM com locação por cinco anos e US$ 2,5 mil de capital de trabalho que é o dinheiro que circula, ou seja, está na máquina ou na conta e é aportado uma única vez”, detalha.

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