Ataques virtuais fazem empresas investirem em tecnologia para segurança de dados

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Além da pandemia da Covid-19, outro problema também incomodou significativamente nos últimos meses. Desta vez, no meio digital. De acordo com estudo da Minsait, empresa da consultoria Indra, houve um crescimento de 75% dos ataques virtuais durante o período da pandemia e, mesmo assim, na contramão desse número, cerca de 35% das organizações da América Latina e Europa reduziram o investimento em segurança digital em 2020.

Os números são preocupantes e reforçam a necessidade de proteger seus dados. Um modelo que tem ganhado espaço nos últimos anos é a blockchain, que em tradução literal significa cadeia de blocos. Simplificando, é um banco de dados constituído por blocos de informações interligadas e descentralizadas (formados por computadores espalhados pela web). Dessa forma, diferentemente dos bancos de dados centralizados em que o hacker pode invadir o sistema por meio de uma entrada e ter acesso a todas as informações, na blockchain o invasor precisa invadir diversas outras máquinas para sequestrar os dados. Além disso, o sistema é rastreável e criptografado de ponta a ponta, garantindo ainda mais segurança das informações.

A GoLedger foi credenciada pelo Ministério da Defesa como uma Empresa Estratégica de Defesa (EED), consequência da aprovação de sua plataforma de orquestração de redes blokchains GoFabric como um Produto Estratégico de Defesa (PED). A plataforma atendeu aos requisitos de segurança impostos pelas áreas de cibersegurança das Forças Armadas, sendo a única solução em blockchain que consta na Base Industrial de Defesa (BID).

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Em Goiás, a plataforma de permutas multilaterais XporY.com adotou e investiu nesse sistema para garantir mais segurança aos seus dados e aos mais de 10 mil membros que realizam negócios diariamente por meio de trocas em seu sistema. A empresa foi a única goiana selecionada para participar do programa Early Adopters, da GoLedger, empresa líder na tecnologia no país desenvolve soluções em blockchain. Juntamente com a startup de logística reversa Selletiva e a empresa de software Gustto, a plataforma goiana passou pelo processo de teste e implantação da solução digital nos últimos seis meses.

De acordo com o fundador e COO da GoLedger, Otávio Soares, a fase de teste do blockchain da plataforma de permutas foi feita na máquina virtual da Amazon Web Services (AWS), na estrutura da GoLedger. Após essa etapa, foi feita toda a migração para a infraestrutura própria da XporY.com.

“A XporY.com foi escolhida como uma parceria para este projeto após considerarmos alguns fatores técnicos, como o impacto causado pelo modelo de negócio na sociedade e a inovação disruptiva. Também foi pensado o nível de maturidade da empresa e o grau de alinhamento com a tecnologia. Com isso, passamos a ter um excelente case de investimento em segurança da informação”, destaca Soares.

Em atuação há mais de três anos com foco inicial em governos, a GoLedger está ampliando  sua atuação no setor privado. Com essa iniciativa, a empresa possibilitou aos participantes do programa o uso da plataforma blockchain por seis meses com todo acompanhamento e mentoria gratuitamente, a fim de testar sua experiência com a plataforma. O objetivo é ter condições e informações para aprimorar o sistema.

Etapas

De acordo com o Product Owner (PO) da XporY.com, Diego Lourenço, o blockchain conta com três processos e a plataforma de permutas acabou de finalizar a primeira: a integração. Atualmente, a empresa está no processo de validação, responsável pelo registro de todas as operações que acontecem no sistema. “Após essa etapa, acontecerá a disponibilização para o usuário do sistema. Com isso, o membro da XporY.com poderá acompanhar todas as movimentações que acontecem na plataforma e fazer uma dupla validação daquilo que ele fez no sistema com o que está registrado no blockchain”, destaca Lourenço.

O PO da plataforma ainda destaca que a principal dificuldade para a instalação da tecnologia foi a adequação do sistema da XporY.com, já que a blockchain é uma tecnologia nova e poucos sistemas estavam preparados para aceitar a novidade. “Essa situação foi superada com no momento em que começamos a implementação do sistema. A utilização da plataforma GoFabric da GoLedger nos proporcionou a criação, de maneira fácil e rápida, de um barramento blockchain para integração entre os sistemas. Com isso, a grande vantagem é proporcionar ao cliente a segurança de que o processo não pode ser alterado, já que todas as ações ficam registradas e possibilita a fácil detecção do problema”, explica Lourenço, exemplificando que, em caso de uma invasão hacker, o sistema consegue rastrear e identificar o momento em que acontece a ação.

Segundo o CTO da GoLedger, Samuel Venzi, a XporY.com terá também um benefício em relação à auditoria financeira, já que está ligada às características de confiança e imutabilidade da blockchain. “Além disso, a trilha de histórico transacional que a blockchain cria permite uma auditoria rápida. Isso quer dizer que qualquer movimentação fica registrada na cadeia de blocos e que é impossível alterar um bloco sem invalidar os registros”, destaca Venzi.

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