Atenção à população sênior abre oportunidades nos mais diversos setores de mercado

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Divulgação

Pandemia do novo coronavírus trouxe a visão para muitas empresas que precisam se preparar para atender um público responsável por até 20% do consumo do país

A proporção de pessoas com 60 anos ou mais deve duplicar entre 2007 e 2050. No Brasil, a população nessa faixa etária supera os 29 milhões, os quais são responsáveis por até 20% do consumo registrado no país anualmente. A perspectiva de analistas e pesquisadores é de que esses números continuem crescendo ainda mais rápido nos próximos anos. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estima-se que, em 40 anos, o número de homens e mulheres na terceira idade triplique no Brasil, chegando a 66,5 milhões de pessoas.

Ainda assim, poucas marcas estavam atentas à digitalização de serviços voltados a esse público. Segundo levantamento feito pela Economist Intelligence Unit, apenas 30% das empresas planejavam ações focadas no cliente 60+, cenário que deve ser bastante alterado agora, após a pandemia do novo coronavírus, que ascende a necessidade das companhias se prepararem cada vez mais para atender novos hábitos do consumidor em geral, incluindo a população sênior, que faz cada vez mais uso da tecnologia.

Um mapeamento da ilegra, empresa global de design, inovação e software, sobre o relacionamento do público sênior com a tecnologia – principalmente no setor de finanças –  reuniu mais de 30 fintechs nacionais e internacionais. Segundo o estudo, apesar de tímidas, o Brasil têm iniciativas com foco em soluções para evitar golpes e fraudes, gestão financeira compartilhada com filhos adultos, gestão financeira e patrimonial e também planos de saúde customizados. Vale lembrar que a Inteligência Artificial é uma aliada neste desenvolvimento.

“É possível facilitar o uso de aplicativos e soluções digitais de bancos e empresas do ramo financeiro, tornando o sênior hábil para fazer suas transações e pagamentos sem ter que se deslocar até uma agência. Esse público também é o mais vulnerável a fraudes, portanto, pensar soluções que os proteja com mais eficiência é algo que precisa ser observado”, pontua Caroline Capitani, VP da ilegra e responsável pelo mapeamento.

Além da área financeira, as possibilidades estendem-se a setores como serviços de entrega, cujos aplicativos podem aumentar a autonomia do sênior frente a atividades corriqueiras; auxílio saúde, com dispositivos e aplicativos de monitoramento, alertas e lembretes que já têm sido usados para a manutenção e controle da saúde do sênior – mas com espaço ainda para planos de saúde mais adaptados e customizados à realidade dessa faixa etária.

As possibilidades estendem-se ainda à ampliação do “e-health” e do “home care” nesse nome contexto; comunicação e inclusão social, como os aplicativos de troca de mensagens que já vêm sendo mais utilizados por esse público, e reduzem a sensação de isolamento, aproximando-os de seus familiares e amigos; e entretenimento, com foco em atividades recreacionais que distraem e possibilitam um passatempo extra a eles, como também estimulam as capacidades motora e cognitiva, prevendo interações sociais.

“Como profissionais à frente de soluções na experiência do usuário, criação e solução de produtos de tecnologia, sejam eles físicos ou digitais, nós temos a possibilidade e o dever de nos atentarmos a isso. Assim como no design inclusivo e no design universal, temos que nos conscientizar e pensar nos mais diversos públicos no nosso processo projetual, sendo a terceira idade, mais do que nunca, parte deste contexto. Fontes e áreas de clique maiores, calibre no contraste de cores, atenção no uso demasiado de elementos em tela e informações claras de uso são alguns poucos exemplos que podem facilitar a utilização de produtos digitais para os idosos”, conclui Nicolle Perico, UX Designer na ilegra.

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