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    Empreendedorismo: franquias baratas e online viram febre no mercado

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    O faturamento do mercado brasileiro de franquias saltou de R$ 47,385 bilhões para R$ 56,256 no terceiro trimestre de 2022, na comparação com 2021. De olho em um mercado lucrativo e em alta, muitos brasileiros estão procurando pelas chamadas franquias home based, ou franquias online. “Com investimentos iniciais mais baixos, o setor tende a crescer principalmente entre os chamados empreendedores por necessidade, mas é preciso muita atenção e estudo antes de investir em uma franquia para evitar cair em armadilhas e perder as economias”, explica o advogado especialista em Franquias, Leandro Bonvechio, do escritório BMF Advogados.

    Franquia sem sede?

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    As chamadas microfranquias têm investimentos iniciais abaixo de R$ 5 mil, e que chegam, ao máximo, a R$ 105 mil. “A franquia online é uma modalidade que não precisa de sede para operar. Pode ser um petshop móvel, que funciona em uma van ou outros serviços prestados em domicílio e, por isso, tem um investimento menor. Os empreendedores buscam essas franquias para aliar seu trabalho a marcas já consolidadas e confiáveis”, observa.

    A primeira dica do advogado é pesquisar muito e conversar com outros franqueados para saber como o negócio funciona. É preciso alertar que, apesar de ser chamada franquia online, isso não quer dizer, necessariamente, que todo trabalho do franqueado será feito de forma remota. “É necessário adotar uma série de cuidados, como análise minuciosa do contrato e da Circular de Oferta de Franquia (COF), documento que define as regras de operação e contém informações importantes sobre uma franquia”, alerta.

    Armadilhas

    O advogado reforça que essa pesquisa deve ser cercada de cuidados porque algumas empresas estão usando o nome franquia online para não ter que contratar representante comercial e vendedor externo. “Em alguns casos, o dito franqueado só faz o link entre o cliente e a empresa, sem ter o suporte e treinamento necessário que toda franqueadora tem que oferecer. Ela atua como um vendedor da marca, com o agravante de ter pago uma taxa para entrar e ter que pagar uma multa para sair”, diz o especialista.

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    Outro detalhe que o interessado deve ficar atento é sobre a diferença entre franquia e licenciamento. “Quando alguém pensa em empreender, muitas vezes busca pelo termo franquia na internet. E isso pode esconder algumas armadilhas. Algumas marcas usam o termo franquia em todo o processo, mas na hora do contrato é assinado um termo de licenciamento de marca”, orienta.

    As diferenças entre um licenciamento de marca e franquia são enormes, explica Bonvechio. “A franquia pressupõe um suporte, transferência de know-how. No licenciamento, a marca só oferece as regras de uso da marca. O peso para o franqueador é muito menor, porque ele não tem obrigação de ter uma equipe para prestar suporte. E o franqueado não tem qualquer orientação, o que pode comprometer as chances de sucesso do empreendimento”, finaliza.

    DICAS ANTES DE CONTRATAR UMA MICROFRANQUIA

    • Leia com atenção a Circular de Oferta de Franquia (COF)
    • Observe se o termo “franquia” está no contrato e quais são as obrigações do franqueador
    • Converse com outros franqueados para verificar a viabilidade
    • Leia atentamente o contrato
    • Estude o ramo de atuação no qual pretende investir
    • Contrate uma assessoria para analisar o COF e contrato
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