Profissão Compliance: Dicas para quem deseja ser especialista na área

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O desenvolvimento da sociedade traz, entre outros fatores, grandes mudanças para o mercado de trabalho. Ano após anos, novas profissões surgem e se fazem necessárias em mundo cada vez mais globalizado. Prova disso, é o relatório da consultoria Page Group, que aponta, dentre outros cargos, a vaga de especialista de controles internos, risco e compliance, como uma das que estarão em alta nesse e nos próximos anos.

O motivo? O aumento na recorrência de casos de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo tanto empresas privadas como públicas, trouxeram a tona assuntos como controles internos, riscos, compliance e auditoria. Logo, se faz necessária para qualquer organização (do Brasil e do Mundo) a elaboração de um forte trabalho de planejamento organizacional, que vise abranger métodos e procedimentos com a finalidade de salvaguardar os ativos, verificar a adequação e o suporte dos dados contábeis, promover a eficiência operacional e encorajar a todos a aderência às políticas da empresa.

Com estimativa de um salário base de R$9 a R$12 mil, esse profissional é responsável por desenvolver um plano de trabalho e de testes baseados em riscos, criação de controles internos e seus respectivos riscos significativos, além de mapear e documentar os processos mais comuns do negócio, bem como os riscos e controles relacionados. ‘Os avanços regulatórios que se seguiram à Lei Anticorrupção, nº 12.846/13, a LGPD, entre outras medidas, têm contribuído para criação de programas de compliance mais efetivos e preparados, com punições mais severas, e para que possamos reduzir comportamentos antiéticos e garantir a conformidade com as diversas normas dentro de uma empresa. Tudo isso contribuiu também para um aumento expressivo na demanda para este mercado e a valorização salarial cresceu de 20 a 25%, o que significa que o mercado está aquecido e as oportunidades são muitas’, garante o Consultor e Professor MSc. Marcos Assi, especialista na área.

Prof MSc Marcos Assi/Foto Divulgação

As consequências da falta de controles internos para prevenir e monitorar esses riscos podem ser devastadoras para as organizações, gerando prejuízos, perda de reputação, e outros diversos danos ao negócio.  Por isso, profissionais qualificados são essenciais para auxiliar os gestores nas tomadas de decisões, dar maior segurança para as empresas em suas ações e estratégias, além de maior credibilidade.

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O profissional do futuro: o desafio das empresas em atrair e reter talentos

Com isso em vista, Assi, dá algumas dicas para quem deseja seguir carreira:

  • Visão prática, integrada e objetiva: O profissional deve ser capaz de planejar projetos estratégicos, implantar normas e criar controles e procedimentos internos para garantir a transparência desses processos por meio dos melhores e mais eficazes indicadores. É importante salientar que este profissional deve ter uma formação mais humanística e socialmente responsável para ser um multiplicador destas metodologias;
  • Profissional multidisciplinar: O profissional de controles internos, riscos e compliance precisa ser multidisciplinar, pois, deve conhecer as principais razões das normas ISO 27001, ISO 9000, ISO 20000, ISO 31000, ISO 19600, ISO 37001, dos modelos de gestão – como COBIT, ITIL, IFRS, RFB e o COSO (ERM 2017 e os anteriores) – e deve fazer parcerias com os profissionais da empresa que são especialistas, para que possa alinhar os negócios com base na missão, nos objetivos e planejamento estratégicos;
  • Conhecimento profundo do negócio: quanto mais perto esses profissionais estiverem do negócio melhor serão os processos por eles executados. Somente assim pode-se discutir com todos os interessados e responsáveis na empresa; eles não precisam fazer, mas sim entender o porquê de cada atividade, quais são as necessidades da organização e solicitar que sejam feitas;
  • A simplicidade é o caminho: ‘Todas às vezes em que tentei sofisticar alguma coisa sem uma base de informação, o projeto não andou. Devemos iniciar com o simples na busca pelo melhor. A frase “o ótimo é inimigo do bom” sempre me vem à mente, pois, se não temos experiência na implementação de uma gestão de compliance, controles internos e riscos, devemos fazer aquilo que conhecemos e aprender com aquilo que desconhecemos; somente assim nossa gestão poderá se tornar mais estratégica, palavra muito usada na ISO 9000:2015’.

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