WhatsApp Pay: o que pensam os brasileiros sobre a novidade?

Publicidade

No fim do ano passado, por falhas simples de login e senha, uma invasão no sistema do Ministério da Saúde expôs dados de mais de 243 milhões de brasileiros. Já em 2021, houve outro grande vazamento de dados no Brasil, no qual 223 milhões de pessoas tiveram seus CPFs expostos, além de 140 milhões de casos com outros dados pessoais como telefone, fotos e salário vendidos na dark web.

Segundo a Akamai Technologies, empresa que oferece soluções para proteger e fornecer experiências digitais, em 2020, o Brasil estava em 3º lugar no ranking dos países com mais ataques, e detectou mais de 3 bilhões de tentativas de roubos de credenciais no país, demonstrando que a privacidade online no Brasil ainda é uma questão extremamente vulnerável. Esses ataques de credenciais acontecem através de links e mensagens falsos usados para acessar dados de contas bancárias, senhas e informações de cartão de crédito.

Uso do WhatsApp para transações e acessos

Publicidade

Em um país com 120 milhões de usuários de WhatsApp, a ferramenta WhatsApp Pay pode ser um recurso bastante utilizado. Principalmente quando, segundo o relatório ‘A Experiência dos Correntistas dos Principais Bancos Brasileiros’ da Akamai com a Cantarino Brasileiro, o número de pessoas que utilizam o WhatsApp para acessar suas contas bancárias aumentou 43,7% em relação ao levantamento do ano anterior.

Segundo o WhatsApp, as transferências são seguras, feitas de um banco para outro, sem a interferência deles. O recurso de pagamentos é processado pelo Facebook Pay e pela Cielo no Brasil. Ainda, o Banco Central, declarou em nota, que o WhatsApp Pay poderá abrir novas perspectivas de redução de gastos para os usuários de serviços de pagamentos.

O que pensam os usuários brasileiros sobre o WhatsApp Pay?

Apesar do aumento de soluções para incrementar a segurança online de informações como biometria e reconhecimento facial, que atuam para prevenir as fraudes, os brasileiros não se sentem 100% seguros nos aplicativos. Apesar do aumento no uso do WhatsApp para assuntos bancários, segundo a pesquisa, 60,36% dos brasileiros afirmam que não utilizariam o serviço WhatsApp Pay por não o considerarem seguro.

Segundo Helder Ferrão, gerente de marketing de indústrias Latam da Akamai, a principal prevenção para a maior parte dos ataques que roubam informações pessoais depende diretamente da maneira como o usuário lida com a tecnologia. “O Brasil é o terceiro país onde as pessoas passam mais tempo usando aplicativos no mundo e com o aumento desse hábito durante a pandemia, seja para fazer compras ou para socializar, há grande troca de dados, portanto, há maior risco de golpes e perdas dessas informações pessoais. Os serviços online trazem uma praticidade inegável para a vida dos brasileiros, mas é preciso estar atento à legitimidade e confiabilidade do meio digital que está sendo utilizado antes de inserir seus dados.”

O WhatsApp Pay

Antes que o WhatsApp Pay chegasse ao Brasil ele foi implementado nos EUA em 2019 e desde 2020 já funciona na Índia, com mais de 400 milhões de usuários do aplicativo. No Brasil, o Banco Central (BC) concedeu autorizações de funcionamento que permitem a realização de transferências bancárias pelo WhatsApp. Portanto, em breve os usuários já poderão iniciar uma transferência ou pagamento pelo aplicativo de mensagens.

Agora o WhatsApp será um iniciador de pagamentos, ou seja, busca atuar como mediador das negociações sem interferir na concentração de mercado, privacidade, transparência e segurança. Como um iniciador de pagamentos, o WhatsApp pode movimentar o dinheiro, mas não pode participar do fluxo financeiro da transação. Mas, apesar de as transações não terem interferência do próprio WhatsApp, com a senha PIN, requerida para cadastrar a forma de pagamento no aplicativo, já é possível ter acesso a todas as transações e informações bancárias do usuário.

Em caso de atividades suspeitas no WhatsApp Pay, os usuários no Brasil tem que entrar em contato com o suporte do Facebook.

Publicidade

Artigos recentes

Publicidade

Notícias Relacionadas

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui